Estações compactas de tratamento de efluentes

No Brasil, segundo dados de 2017 do SNIS (Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento), aproximadamente 50% de toda a população ainda não possui acesso ao saneamento básico e 205 não possui acesso nem ao menos ao abastecimento de água, indo totalmente contra aos direitos básicos e fundamentais para que o cidadão tenha o mínimo de condições e um menor risco à sua saúde.

Sabemos que o água é essencial para a sobrevivência do homem e que seu tratamento correto é indispensável para que possa haver um consumo seguro. Mas, nem sempre o local oferece as condições para que haja uma estação de tratamento comum e aí começa o desafio de poder levar o tratamento de esgoto para esses locais.

Pensando nisso, empresas vêm utilizando de estações compactas de tratamento de efluentes para suprir às suas necessidades básicas. E hoje falaremos sobre isso neste artigo.

Continue lendo e encontre informações úteis e explicativas sobre os seguintes temas relacionados às estações compactas de tratamento de efluentes:

– O que são estações compactas de tratamento de efluentes;
– Por que escolher uma estação compacta?;
– Quais os requisitos mínimos para a sua instalação;
– Etapas de tratamento do efluente;
– Manutenção e conservação de sua estação compacta;
– Investimento necessário e a contribuição para a sustentabilidade.

Caso tenha alguma dúvida no meio de sua leitura, entre em contato conosco, ficaremos felizes em poder esclarecer mais acerca deste assunto e solução tão importante.

Boa leitura!


O que são as estações compactas de tratamento de efluentes

Desenvolvidas a partir de sistemas modulares pré-fabricados, as estações compactas de tratamento de efluentes oferecem grande praticidade, especialmente por não necessitarem de obras civis para a sua construção e por ocuparem espaços bem menores do que as estações convencionais. Além disso, ainda são transportadas facilmente para o local desejado de instalação e podem oferecer praticidade no momento em que desejar aumentar a sua estação, bastando apenas anexar novos módulos ao projeto e sem ao menos que haja a necessidade de paralisação do sistema que já está em funcionamento.

Com alta taxa de durabilidade, as estações compactas não são feitas para serem necessariamente provisórias e muitas vezes apresentam durabilidade maior até mesmo que as convencionais que são construídas a partir do concreto.

Indicadas especialmente para locais em que as necessidades de vazões são menores, as estações compactas podem ser formadas a partir de quatro diferentes tipos de processos, sendo eles: 

– Processo físico químico;
– Processos anaeróbios;
– Processos aeróbios;
– Processos mistos.

Ainda, sua utilização em indústrias pode trazer inúmeros benefícios para as mesmas. Veja a seguir algumas das vantagens:

– Menor custo operacional;
– Praticidade em sua instalação, podendo adequar os módulos de acordo com cada necessidade e a qualquer momento, sem precisar parar o funcionamento da estação;
– Contribuição para a sustentabilidade, já que a mesma utiliza um quantidade menor de energia e permite o reúso da água;
– Necessita de uma pequena área para a instalação;
– Realiza a eliminação contínua do lodo formado, assim não necessitando de paradas para a realização de limpeza do decantador;
– Contribui para a economia de água;
– Oferece simples manutenção;
– Dentre muitas outras.


Por que escolher uma estação compacta para o tratamento de seus efluentes?

Além dos benefícios já citados anteriormente em fazer a utilização de uma estação compacta de tratamento, como: ser modular, não necessitar de obras civis, facilidade em aumentar o projeto, instalação rápida e prática, necessidade de um espaço menor, etc., ainda podemos citar diversas outras vantagens para te explicar os motivos pelos quais você deveria escolher uma estação compacta de tratamento para seus efluentes.

Por isso, selecionamos diversos outros fatores que podem ser cruciais e te ajudarem no momento da tomada de decisão. Confira nossa lista abaixo:

– Oferecem menores custos operacionais e também de instalação, podendo chegar em uma redução de 30 a 40% mais barato do que as estações convencionais;

– O fato de poder ser expandida sempre que necessário e acompanhando a quantidade de vazão dos efluentes tratados, a estação compacta passa a oferecer uma maior estabilidade para sua indústria, sempre acompanhando o crescimento da mesma de forma prática e rápida. Lembrando que para aumentar a sua estação de tratamento compacta, você não precisará interromper o funcionamento da mesma, basta agregar os novos módulos;

– Menor consumo de energia e maior economia de água, tornando possível trabalhar com o reúso, ou seja, utilizar a água tratada para operações dentro de sua indústria que não sejam voltadas para o consumo, como lavagem de equipamentos e espaços, banheiros, processos produtivos, jardins e áreas verdes e muito mais. Sua economia de água pode alcançar até cerca de 40%;

– Você passa a poder fazer o tratamento de seu efluente dentro de sua própria indústria e deixa de depender da rede pública de tratamento;

– Oferece uma eficiência acima de 90% quando o assunto é a remoção da demanda bioquímica de oxigênio (DBO);

– Possibilidade de instalações em um espaço pequeno e a partir de 4m²;

– Devido a não ser fabricado de alvenaria, assim como as estações convencionais, você ficará mais seguro contra trincas e vazamentos e ainda contará com uma estação produzida a partir de materiais resistentes;

– Todo efluente produzido pela indústria deve ser tratado corretamente para que se possa realizar o descarte no meio ambiente de forma segura. Com a estação compacta você realizará todo o processo de tratamento dentro de sua indústria e terá a segurança e total comprometimento com o meio ambiente, evitando poluição, danos e multas.


Requisitos mínimos para a instalação da estação compacta

Apesar de todas as características que já citamos anteriormente referente a estrutura da estação compacta e suas praticidades, para que sua instalação seja realizada corretamente e a mesma seja mantida em pleno funcionamento, são necessários alguns requisitos mínimos, como:

– Espaço mínimo de 4m² para a instalação. Este tamanho depende totalmente do tamanho da estação que você utilizará;

– A área de instalação deverá contar com uma base de concreto armado;

– Para estações com sistema biológico, deve-se sempre manter o constante funcionamento, para assim manter a vida bacteriana necessária para o tratamento. Caso haja a interrupção da passagem do efluente, as bactérias não terão com o que se alimentar e assim morrerão, tendo que iniciar o processo de star no sistema todo;

– A escolha do tipo e tamanho de sua estação compacta deverá ser feita com cautela, sempre levando em conta o nível de vazão diária necessária, tipo de efluente produzido e que será tratado e qual o local do descarte do mesmo. Ao se atentar a esses 3 aspectos, você passa a garantir uma maior eficiência e qualidade em seu tratamento e estação. 


Etapas de tratamento dos efluentes

Assim como tratamento de água, o tratamento de efluente segue etapas pré-definidas e necessárias. Mas, para que todo o processo seja iniciado, a estação compacta deverá passar primeiro pelo processo de “ativação” o qual consiste basicamente em um período para que as bactérias, responsáveis por funções importantes no tratamento, se desenvolvam, afinal a estação compacta de tratamento de efluente necessita de uma processo biológico.

Para que ocorra esse desenvolvimento, faz-se necessário cerca de 60 a 90 dias, mas há a possibilidade de agilizar o processo através do uso de aditivos biológicos.

Após o sistema já estar estabilizado e pronto para o tratamento, inicia-se o processo de funcionamento da estação, o qual é formado por 3 etapas de tratamento: pré tratamento, tratamento primário e tratamento secundário.

Vale lembrar que durante todo o processo de tratamento do efluente, é necessário que seja realizado o controle e monitoramento de acordo com parâmetros de tratamento já pré estabelecidos e adequados para um melhor resultado final. Confira alguns dos pontos de atenção a serem monitorados em sua estação compacta:

Assim que o efluente da entrada na estação:

– Nível do pH;
– Vazão;
– Quantidade de carga orgânica presente no efluente que está dando entrada na estação.

Durante o processo de tratamento:

– Nível de lodo;
– Quantidade de oxigênio dissolvido presente nos reatores.

Após o efluente ter passado por todo o processo de tratamento:

– Quantidade de cloro;
– Nível de pH;
– Quantidade de carga orgânica que continua presente mesmo após o efluente ter sido tratado.

Mas, falando sobre as 3 etapas de tratamento dos efluentes, confira os processos e equipamentos que estão envolvidos em cada uma delas:

– Pré tratamento: utilizado caixa de gordura, caixa de areia e gradeamento. Nesta fase se faz o controle da vazão, além da primeira separação de sólidos;

– Tratamento primário: é nesta etapa que ocorre a sedimentação, flotação e digestão de escume, ou seja, é realizada a separação das substâncias presentes no efluente;

– Tratamento secundário: já na última etapa é realizada a desinfecção, filtração e, por fim, a liberação do efluente tratado seja para o solo, rede coletora ou até mesmo voltando para a indústria como água de reúso.


Manutenção e conservação de sua estação compacta

Como qualquer outro equipamento, a estação compacta de tratamento de efluente necessita de cuidados especiais e manutenções periódicas para que tudo funcione no mais perfeito estado e assim aumente a vida útil do equipamento e a qualidade do resultado final do efluente tratado, além ainda de melhorar a eficiência do mesmo.

O tipo de manutenção necessária deverá ser realizada de acordo com a necessidade do momento, tipo de estação que você possui e como é feita a sua utilização. Estações que possui as tubulações expostas e com luz do Sol direta, por exemplo, necessitam de proteção para raios ultravioletas, fator que não é necessário para equipamentos que não estão nesta condição de exposição.

Mas, ao falarmos de manutenção periódica no geral e que serve para todo e qualquer tipo de sistema de estação compacta, podemos dizer que é necessário realizar procedimentos básicos como: uma limpeza que envolve as partes responsável pelo pré tratamento, ou seja, as caixas separadoras de gordura e o gradeamento, além de remoção periódica do lodo.

Caso a sua estação compacta tenha componentes elétricos presentes, seus cuidados deverão ser realizados de acordo como qualquer outro tipo de equipamento elétrico de uso constante.


Investimento necessário para a sua estação compacta

Primeiro, ao falarmos dos custos para adquirir sua própria estação compacta, podemos logo de cara dizer que sairá muito mais em conta do que um sistema convencional, fazendo com que você possa economizar cerca de 30 a 40%. Mas, é válido dizer que, o seu investimento necessário dependerá do tipo de estação que você precisa, a quantidade de vazão e tamanho da mesma.

Além disso, você ainda passará a reduzir o seu consumo de água, como citamos anteriormente.

A Multiagua possui tudo para a sua estação compacta, desde os equipamentos necessários até os melhores produtos químicos.

Além disso, ainda oferecemos uma consultoria especializada com 3 diferentes níveis:

– Projeto completo e personalizado de acordo com as necessidades de sua indústria, espaço disponível, acompanhamento da implantação e muito mais;

– Melhoria de desempenho através de assessoria para os processos de tratamento e um plano de trabalho personalizado, melhorando a gestão da sua estação compacta;

Retrofit de ETE para diagnosticar suas unidades e atendendo parâmetros legais e de crescimento da indústria.

Quer saber mais sobre essa solução e levar todas as vantagens e praticidade da estação compacta de tratamento de efluentes para a sua indústria? Entre em contato!

Aproveite também para baixar aqui o checklist gratuito que preparamos especialmente falando sobre a correta manutenção de sua estação de tratamento.

Solução completa Multiagua

Tratamento de Efluentes

Serviços de Consultoria com Projetos Personalizados

Nossa estrutura profissional oferece 3 Níveis de Consultoria especializada:

Projeto Completo que inicia na caracterização do efluente, escolha da melhor área para implantação, dimensionamento das unidades de tratamento, projeto executivo, acompanhamento de implantação até a posta em marcha. Ver mais

Produtos Químicos (Descolorantes, Coagulantes e Polímeros)

São produtos químicos especialmente formulados para melhorar o desempenho em processos de tratamento de Efluentes e de Reuso.

A combinação entre eles permite uma Eficiente Remoção de Cor, aliado a Redução de Carga Orgânica (DBO) e maior Decantabilidade dos Sólidos Suspensos. Ver mais

Equipamentos

Calha Parshall

Equipamento utilizado em canal aberto para medição da vazão instantânea de líquidos.

Nossa Calha Parshall é fabricada em fibra de vidro, possui régua de medição em aço inox 304 e pode receber o medidor ultrassônico para totalização de volume. 

Peneira Estática e Autolimpante

A Peneira Estática Autolimpante, construída em aço inox 304, é destinada à remoção de sólidos em suspensão no efluente, tais como fibras de algodão, restos de tecido, couro e outros, com tamanho superior a 1,00 mm, protegendo assim os demais equipamentos da Estação de Tratamento de Efluentes de possíveis quebras ou entupimentos. Ver mais

Membrana Difusora de Ar

As Membranas Difusoras de Ar produzem bolhas finas que permitem maior transferência de oxigênio para o meio líquido. São construídas em EPDM (borracha de alta resistência química e física) e podem ser instaladas em Tanques (civil, metálico, polipropileno) ou Lagoas (talude com PEAD).

Soprador de Ar

O Soprador de Ar tipo Roots é construído sobre chassi de perfis com pintura anticorrosiva, silenciadores de entrada e saída, filtro de ar com indicador de sujidade, válvula de retenção e de segurança além de coxins anti vibratórios e protetores de polias e correias. Ver mais

Ponte Raspadora

A Ponte Raspadora de Lodo, com Tração Periférica, tem por finalidade a remoção do lodo decantado provenientes de coagulação química ou flocos oriundos do tratamento biológico. Ver mais

Adensador

O Adensador de Lodo é um equipamento com fundo inclinado para aumentar a concentração do lodo pelo processo de decantação, sendo bombeado para o sistema de desaguamento por prensa desaguadora, filtro prensa, decanter ou centrífuga. Ver mais

Prensa Desaguadora de Lodo

A prensa desaguadora é um equipamento de remoção de água em Lodo de forma mecânico através de esteiras e cilindros, produzindo uma torta de Lodo com teor de sólidos de até 20%. Ver mais

Decantador

Os decantadores ocupam um papel de relevância no conjunto, uma vez que neles se processa a decantação, a retirada do lodo e o afastamento do seu excesso. Ver mais

Flotador

O Flotador por Ar Dissolvido está destinado ao tratamento de efluentes com carga orgânica alta e material oleoso. O efluente segue por gravidade para câmara de flotação, onde ocorre a separação dos sólidos formados no floculador através da injeção da água saturada de ar.  Ver mais

Qualidade

A Multiagua possui certificados pelo ISO 9001 desde 2005, garantindo que todas as atividades sejam geridas pelo sistema da qualidade e monitorados para o processo de melhoria contínua. Ver mais

Conheça mais sobre certificações e política de privacidade.

Certificações

Certificados pelo ISO 9001 desde 2005, garantindo que todas as atividades sejam geridas pelo sistema da qualidade e monitorados para o processo de melhoria contínua.

A empresa possui Certificados e Licenças que regulamentam as atividades perante aos órgãos de fiscalização CETESB, POLÍCIAS FEDERAL e CIVIL, IBAMA, CORPO DE BOMBEIROS, CRQ e PREFEITURA MUNICIPAL.

Solicite nosso CERTIFICADO ISO 9001:2015 pelo email envio@multiagua.com.br.

NOSSO PROPÓSITO:

A MULTIAGUA tem como propósito, ser referência no segmento de TRATAMENTO DE ÁGUAS INDUSTRIAIS com o comprometimento de garantir a maximização da vida útil dos equipamentos dos clientes.

POLÍTICA DA QUALIDADE:

Através da constante melhoria dos processos, de pessoal qualificado, do desenvolvimento de novas tecnologias e do desempenho profissional de nossos colaboradores, enfocamos como política da qualidade os pilares:

Satisfação dos CLIENTES quanto aos Produtos e Serviços fornecidos

Zelo e Cuidado com a propriedade do CLIENTE

Primazia pelo bom Atendimento ao CLIENTE

Atendimento aos prazos acordados

 

 

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